(Lucien Vieira)
Compreende-se por saudação, conforme o portal Dicionário Online de Português, como sendo “a manifestação de cortesia, a demonstração de cuidado ou respeito, assim como a mostra de admiração.”
Neste sentido, entretanto, chama-me atenção o nosso descuido em relação à cultura da cortesia cotidiana, especialmente o saudável “bom dia”.
Nem é preciso rigor científico para percebermos tais gentilezas cada vez menos presentes. Há — e isso é perceptível sobretudo entre os jovens — quem, para evitar um simples cumprimento, seja dar ou receber, abaixe a cabeça, finja interagir com o celular, desvie o olhar ou até mesmo o próprio itinerário.
Minha vizinha, por exemplo, mesmo após anos de proximidade, jamais dirigiu-me uma gentileza. Contudo, para chamar-lhe atenção, sempre que oportuno faço questão de saudá-la educadamente, com dicção propositalmente enfática!
Em resumo, ainda que simplistamente, avalio que tal apatia seja reflexo das pressões sofridas neste sistema social líquido da contemporaneidade, que, em regra, visa — em detrimento de interesses humanos maiores — induzir-nos a sermos sempre perfeitos: ricos, cortejados, admirados, bonitos, magros, aplaudidos…
Ou seria uma questão inata?
Particularmente, entendo as cortesias como detentoras de intensa capacidade de alcance no sentido de nos harmonizar intrapessoal e interpessoalmente!
Já lhes passou pelo pensamento que recebê-las — ou oferecê-las —, sobretudo quando proferidos sob entonação genuína de sinceridade, pode tornar-se forte potencializadora de bons fluidos?
Suscitam respeito, fortalecem amizades, abrem sorrisos, restabelecem o brilho dos olhos…
Sensato, portanto, seria aceita-las e oferecê-las de bom grado; praticá-las, disseminá-las…
Por isso, o meu desejo a todos nós — sem separações — é que Deus nos permita um dia iluminado pelas luzes que nos agradam, especialmente pelo desfrute de boa saúde e paz…
Um bom dia a nós!
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 9 de junho de 2026 07:51
- Comentário do autor sobre o poema: O texto reflete sobre a diminuição das gentilezas cotidianas, especialmente dos cumprimentos, na sociedade contemporânea, relacionado ao individualismo e às pressões dos chamados tempos líquidos.
- Categoria: Amizade
- Visualizações: 2

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