Mar companheiro

Francisco Queiroz

 Ó mar, quantos cantares!

Aqui da areia fico a te ver,

Ciente de meu regresso.

 

Por quantos lugares...

Não sei nem dizer.

Fui-me fazendo

Ao passo que

Deixava de ser.

 

Quantas odes

Eu e tu, ó mar,

Choramos,

Rimos,

Deixamos!

 

Amamos

Sem âncoras,

Sem portos,

Esquecidos!

  • Autor: Francisco Queiroz (Pseudónimo (Online Online)
  • Publicado: 8 de junho de 2026 13:14
  • Comentário do autor sobre o poema: Da areia uma meditação à beira-mar sobre a transformação do ser, o desapego e a beleza de amar em total liberdade, sem portos ou âncoras, nem na vida, nem na morte.
  • Categoria: Não classificado
  • Visualizações: 3
  • Em coleções: Naruteza, Silêncios.
Comentários +

Comentários1

  • Shmuel

    Bonito! O mar é um grande amigo e exímio confidente.

    Abraços

    • Francisco Queiroz

      Obrigado pela leitura, caríssimo Shmuel.

      Abraços



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