Grito mudo

o que vai com o tempo

Nota do Autor:

Um exercício de desapego e amor. O percurso íntimo entre o silêncio da dor e a luz da aceitação.

 

-Grito mudo-

 

"Não vás"

... peço calma à chuva, ao vento que se anuncia...e à escuridão que chega fria, trazendo a viagem do não retorno. 

 

Sinto a lâmina que vem, silenciosa, lenta e mordaz...

Como corta sem julgamento, como tolhe o pensamento....

Como rompe e desfaz....

 

Tremo, tropeço...não entendo e peço..

 

"Não vás"

 

sussurro sem paz, enquanto fico para trás sem chão, sem sorriso, sem vontade...se é esta a verdade, que a luz cesse, que o brilho se apague.

 

Agora 

 

Restam as memórias do sempre, do colo quente e do abraço, da alegria viva e do cansaço..."...da força e da vontade, "sem mágoa e sem tristeza", dizias....

 

Não vás...

 

Mas a vontade do que é mais alto exige de volta aquilo que criou. O que era teu, afinal levou...pois era apenas, o belo emprestado.

 

Perdão...

Perdão por não entender, no tempo da incompreensão, que a vida só se sente de verdade...quando se leva pela mão.

 

Mas afinal... vai....

 

Vai, que o teu brilho fica guardado nos cantos e nas sombras de tudo o que já não é, mas foi.

 

Agora choro...

Mas não temas o meu pranto, hoje é de dor, mas no seu tempo, será só de amor.

 

Como foi bom...

 

Vai....

Está tudo bem

 

EU, O que vai com o tempo

Vou pensando, até já....

  • Autor: o que vai com o tempo (Offline Offline)
  • Publicado: 7 de junho de 2026 14:49
  • Categoria: Espiritual
  • Visualizações: 4


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.