Requentei em mim, tantas coisas e todas minhas...
Linhas retas e as que nem sei por que entortei.
Temperei o passado ao agora em entrelinhas.
Farinhas de dor, pimentas que suportei.
Errei no tempero; e coisa grande em forminhas.
Graminhas, às vezes, confesso que pastei.
Inventei receita em falso doce; azedinhas.
Picuinhas com muito sal, quase enfartei.
Refoguei a saudade em panela e escrivaninhas.
Cebolinhas de gosto ácidos, chorei.
Amei enlatados, apodrecidas salsinhas.
Coxinhas gostosas no lixo descartei.
Brinquei: e quem nunca pesou suas metadinhas?
E coisinhas incríveis no meu forno, assei.
Raquel Ordones #ordonismo #raqueleie
O açúcar se assenta
nos cafés das nossas vidas
Se não mexe: amargo.
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Autor:
Raquel Ordones (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de junho de 2026 22:33
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 4

Offline)
Comentários2
Gostei bastante! Bom dia @
SERGIO NEVES - ...minha querida amiga,...uma delicia de poema! ...saborosidades mil a alimentar intelectos poéticos...,...tudo temperado com sensibidade na medida certa...,...és uma "cozinheira" de mão cheia! (cozinheira = poetisa além da conta) /// Carinhos.
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