O real não abriu passagem.
Por ela não se espera.
Atravessa-se.
Desejo sem poder.
Primeiro houve o passo;
o poder veio depois.
Sem ato a fazer,
Impossível — chamaste assim
aquilo que ainda não aconteceu.
Há contingência.
Há limites.
Há nomes.
Nem todos sobrevivem ao fato.
Nem todo querer
encontra possibilidade.
Nem toda passagem
precisa existir
antes da travessia.
O real recusou.
Não houve ato.
Houve entrada.
Não nego o impossível.
Apenas nego
que ele tenha
a última palavra.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 6 de junho de 2026 17:42
- Comentário do autor sobre o poema: Há momentos de escolhas na BASE que precisam de mais que vontade é necessário iniciativa, como um passo na direção do escuro.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 3

Offline)
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