Nasci póstumo!
Neto de Alguém…
Avô de mim mesmo…
Filho de Ninguém ...
E de onde vim?!
De parte incerta
- por certo! -
Vivi póstumo na Vida,
tão póstumo,
que da Vida me perdi ...
E o que de mim fiz?!
Alguém que longe,
de tão longe
chegou a Si!
Profunda sintonia,
estranha contradição...
Mui mal me senti ...
Aqui e ali ...
Sem Coração!
Aquém-de-mim !
Num Universo sem fim ...
Meu triste e pobre Universo!
Sem verso, nem reverso,
fui Poeta, Solidão, Fado e Asceta,
intima Espiral de profunda comunhão!
-
Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 6 de junho de 2026 03:53
- Categoria: FamÃlia
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Ricardo Maria Louro, Francisco Queiroz

Offline)
Comentários1
Profundo e íntimo!
Gostei da cadência, um primor!
Abraços, nobre Poeta
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