Sem intenção ou poder —
ainda assim:
o muro rachou;
a água escorreu;
o vento tocou;
e o fato nasceu
sem pedir licença —
alheio à força
que o tentou travar.
A linha escrita esmaga
a engrenagem
que gira mansa
sem vontade.
Para vir
sem ir,
morada aqui.
É quando chega
apenas o fim.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 5 de junho de 2026 09:53
- Comentário do autor sobre o poema: Os fatos que ocorrem apesar de nós, o real que insiste, mesmo quando, em nós, não há vontade/desejo ou poder. A Revelia é essa BASE que não pede licença, que atravessa a gente e nos lembra que o fim também faz parte da jornada.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 5

Offline)
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