Não me deram o impossível,
o externo o forma.
A mãe costura o certo.
O pai mede a coleira.
A sociedade dita costume
e o estado as leis.
Sem poder,
não desejo —
não há feito
nem sujeito.
O gado ainda pasta.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 4 de junho de 2026 19:48
- Comentário do autor sobre o poema: Limites externos moldam não apenas o que fazemos, mas também aquilo que aprendemos a desejar. Nem toda ausência de ação nasce de uma escolha; algumas são herdadas antes mesmo de serem percebidas. Aprendemos a desejar antes de saber o quê, pois estamos limitados ao dito e ao não-dito como gado pastando em um pasto cercado. Eco com "Salto".
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 25

Offline)
Comentários1
SERGIO NEVES - ..."ô, ô, vida de gado / povo marcado / (povo feliz?) ...",...me desculpe por vez ou outra ficar citando letras de músicas pra dizer de poemas por aqui...,...não me contenho...,...sobretudo quando eu acho que tem alguma pertinência com a ideia -a inspiração do escrito...,...e o que aqui colocas tá de um "implicitamento" bem interessante,...uma "mensagem" poética e sabiamente bem posta... /// Abçs.
E eu venero os seu comentários, fico felicíssimo pelas ligações que fazes, nesta acertou em cheio a referência... É exatamente isso. Muito Obrigado Sergio.
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