Se o caminho é longo, segure na minha mão.
Se a estrada é pedregosa, calce meus sapatos.
Se o frio é congelante, vista-se de mim.
Se a noite é escura, tenha-me como sua luz.
Se o sol é escaldante, esconda-se em mim.
Se a dor te incomoda, faça-me de remédio.
Se está nua, vista-se de mim.
Se está desabrigada, abrigue-se em mim.
Cansada de mim? Não fuja de mim.
Descanse em mim.
Darei o tempo que precisar.
Antes de tudo:
Te esperei em meio ao caos.
Te encontrei em meio aos farrapos.
Te cultivei até amadurecer em vida.
Estarás livre de mim brevemente.
O frio é congelante?
Congelarás tua doçura.
A noite é escura?
Tropeçarás em tuas tristezas.
A dor te acompanhará até o fim.
Sem abrigo, tornar-te-ás um viajante errante.
Me encontro onde me
deixaste, sem lugar para ir.
Envelheço sem ti.
Sou apenas alguém sem ninguém.
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Autor:
Eulinda Brícia (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de junho de 2026 13:41
- Categoria: Amor
- Visualizações: 3
- Em coleções: a poesia em vida.

Offline)
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