Mesmo sem passagem,
me atravesso —
atrevo ansiar.
Dito impossível — externo.
O real hesitou;
eu, não.
Entre o limite e o fato,
coube-me:
entrei sem permissão.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 2 de junho de 2026 08:06
- Comentário do autor sobre o poema: Dentro da BASE de escolhas há impossibilidades que existem apenas enquanto aceitas, pois são postas pelo externo. Este poema fala do instante em que o fato atravessa o nome que lhe foi imposto. É ultrapassar o poder que foi dado, ir além na solução do futuro. Nominal, pois ainda não existe e só existirá se o eu lírico construir. Vários ecos.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 8

Offline)
Comentários2
Sem fronteiras,
É coisa difícil dentro dos muros que compõem a nossa modernidade, a maioria deles são invisíveis.
Um abraço e parabéns pela bela reflexão!
E sua maioria construções sociais, cabe a nós saltar sobre eles... Obrigado Francisco.
É isso ai! Entrou metendo o pé na porta.
Abraços
Não imporão limites aos poetas!! Obrigado Shmuel.
Certíssimo!
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