Crescemos sob o mesmo sol descalço,
Riscando o chão, sem pressa de chegar,
A vida era um compasso mais compassado,
E o mundo inteiro cabia num olhar.
Meninos que rimavam seus sorrisos,
Meninas com o amanhã nas mãos guardado,
Criamos laços puros, indivisos,
No eterno e doce tempo misturado.
A enigmática frase da nossa canção...
Ecoa em silêncio quando te revejo,
Não preciso dizer qual é a melodia,
Ela mora no fundo do nosso desejo.
As notas desse acorde tão antigo,
Ainda vibram vivas no meu peito,
O tempo foi embora, mas contigo,
O afeto permanece do mesmo jeito.
O tempo passa, a estrada nos transforma,
Mas a essência viva não se perde em vão.
O amor que fomos hoje ganha forma:
Sempre seremos versos da mesma canção.
Que a gente guarde a nossa identidade,
O abraço terno, o riso partilhado,
Pois o que é amor e verdadeira amizade,
Fica para sempre em nós entrelaçado!
-
Autor:
FELICITY_POETA (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 31 de maio de 2026 22:15
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema que transmite verdade e que traz aconchego para as pessoas que têm medo do tempo passar mas se esquece das memórias que ganharam conforme ele dançou com ela uma onda de respeito maturidade e vida eterna memória!!
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3
- Em coleções: POEMAS DA ALMA.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.