Tenho um pouco de sossego às vezes,
com uma pitada de tempo livre.
Então, qualquer canto é o paraíso.
E não tendo nada,
nada me falta;
estou contente.
É bom isso!
Sinto-me senhor do nada,
pois nada me pertence,
nada me prende...
Então,
é cadeira de fitilho,
inclinada,
recostada no muro.
O olhar no mundo,
observatório
de uma infinidade
criativa de "e se?".
Legislando direto
do Trono do Nada,
onde tudo é possível,
mas não exijo nada…
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de maio de 2026 17:57
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema sobre a realeza de não querer nada. Pequenos instantes em meio à aceleração das coisas modernas, para ficar um pouco no sossego de imaginar outros mundos e outras possibilidades; o tal "e se?", apenas imaginação, sem juras de realização.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
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