Tenho um pouco de sossego às vezes,
com uma pitada de tempo livre.
Então, qualquer canto é o paraíso.
E não tendo nada,
nada me falta;
estou contente.
É bom isso!
Sinto-me senhor do nada,
pois nada me pertence,
nada me prende...
Então,
é cadeira de fitilho,
inclinada,
recostada no muro.
O olhar no mundo,
observatório
de uma infinidade
criativa de "e se?".
Legislando direto
do Trono do Nada,
onde tudo é possível,
mas não exijo nada…
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 30 de maio de 2026 17:57
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema sobre a realeza de não querer nada. Pequenos instantes em meio à aceleração das coisas modernas, para ficar um pouco no sossego de imaginar outros mundos e outras possibilidades; o tal "e se?", apenas imaginação, sem juras de realização.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 19
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
Comentários3
Vigi meu padrinho. o homem desandou como poeta, tem até trono.
Ficou soberbo, bom de se ler e comentar, por isso vou lhe mandar um bravo.
Era assim que o pai poeta chamava o filho, quando a escrita era interessante.
Uma vez eu também sentei num trono assim e fiquei a imaginar as coisas simples do entorno.
Uma porção de jaqueira, todas apinhadas de jacas, era um lindo dia de verão, ai veio o pai e falou.
_ Bravo, você já viu como esta a atmosfera?
Então saindo do sonho das coisas simples, respondo ao Pai.
É Pai esse ano
todas elas carregaram....
Abraços
Apegaua
Que as jaqueiras sejam sempre frondosas! Caro Apegaua, é muito bom me corresponder contigo. Sinto-me no tempo, quase extinto, dos cartões-postais. Um abraço.
Que bela visão do nada! Afinal o nada é o começo de tudo.
Excelente dia poeta,
Obrigado pela leitura, caríssimo Shmuel! Sua visita é uma honra. Um abraço!
Gostei.
Até breve!
Obrigado por comentar, um abraço!
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