Conheço o peso de minha Existência —
A Fonte de onde emerjo —
E o Horizonte — austero e imóvel —
Que ainda me permite Ir.
Eu sou tua —
Cada batida do meu coração
Pertence a ti —
Negado —
E, ainda assim — cresci —
Cresci ao redor da tua ausência
Como algo que aprende a viver
Mesmo sem ar —
Embora o silêncio me tome —
Acredita em minhas palavras —
Até mesmo naquilo que não ouso dizer —
até mesmo no que se perde entre nós —
Sê devota a mim —
Como sou — irrevogavelmente — tua —
Mesmo quando se calas —
Mesmo quando te afastas —
Porque eu te amo —
Mais do que tudo —
Mais do que a mim —
Mais do que deveria —
E ainda assim —
Vais deixar-me
Apenas
Com o silêncio —
E eu ficarei —
Como quem espera —
Como quem ainda escuta passos
Onde já não há ninguém —
Ficarei —
Repetindo o teu nome
No espaço vazio que deixaste —
Até que o silêncio —
Finalmente —
Responda por ti —
Tenho-me tornado — insuportavelmente — ansiosa de casa
Pela casa — que é minha
A saudade não pede licença —
Invade — toma — permanece
Casaudade
No fim —
Tudo o que se deseja é simples —
Um lugar —
Alguém —
Qualquer coisa —
Que nos devolva
Aquilo que já foi lar
Que torna-te
Pertencente —
Envolvente —
De casa
Lar —
Deixei a janela entreaberta —
Não para que entrasses —
Mas para que percebesses
Que houve alguém aqui —
Alguém que demorou o suficiente
Para deslocar o ar do quarto —
E partir —
Levando quase tudo —
Exceto a ausência
Que continua ocupando o meu lugar.
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Autor:
novembralvi (
Offline) - Publicado: 30 de maio de 2026 14:24
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
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