Sei que os dias eram ensolarados,
Antes das nuvens cobrirem a luz.
Esperamos o calor voltar
Enquanto tateamos o escuro,
E às vezes parece que nunca vai acabar.
Segure, pegue na minha mão.
Você não pode se abandonar.
Como eu queria que o sol voltasse,
E como queria que o frio passasse,
Então os dias deixassem de ser apenas números que mudam o tempo todo
Num pedaço de papel marcado.
Ou como queria que sua vista não estivesse nublada.
Se desprendendo daqui,
Mas não sabendo voar sempre que pode.
Tudo poderia ser como linha de costura.
Fino, tênue, fácil de cortar pra fora.
Os nós, mesmo firmes, a gente desfaz.
Mas não é, então não se culpe quando as memórias insistirem em subir.
Por favor, não se culpe por ter se permitido amar.
Quem poderia prever que o por do sol seria tirado de nós um dia?
Deixe os dias nublados passarem por lá.
E eu sei que se sente perdida outra vez,
Mas dessa vez você tem pessoas na sua vida.
E antes de todo mundo, tem à mim, que você tem em si.
Como eu queria que buddha tocasse seu coração,
E soprasse pra longe todo sofrimento.
Como queria que Jesus te deitasse nas águas mornas que se abriga o amor,
E te ensinasse o perdão.
Como eu queria,
Tanto,
Que você encontrasse a paz.

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Comentários1
Bem bonito teu poema... gostei.
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