Diante do poeta
Uma folha em branco
Ela tem a simples meta
De receber o meu pranto
Mas o que minha alma
Poderia de fato escrever?
Esse ato sempre me acalma
Posso nele transparecer
Falarei de outros tempos
Dos medos de menino
Ou dos jovens momentos
Que se perderam no caminho?
Talvez eu fale da paixão
Do amor que passou por mim
Aquele que levou meu coração
Para as profundezas do mar sem fim
Escreverei sobre a vida
A busca da felicidade
Com certeza direi ainda
Como dói uma só saudade
As perdas que não superei
São duras de retratar
Voltas por esse mundo dei
Mas nem sei explicar
Não vou escrever mais nada
Vou apenas observar
A folha em branco
Olhando o poeta chorar.
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Autor:
Carlos Carrero (
Offline) - Publicado: 27 de maio de 2026 19:40
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3

Offline)
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