Acenda, uma, duas, três vezes, apenas para apagar
Outro que vive, outro que morre, resquiescat in pace
Lóbulo frontal, efeito colateral, você pensa demais, feche os olhos
Na frente do espelho, deixando a água escorrer, consegue tirar o sangue?
Olhos fixos, caos marejado, ignorância seria uma benção
Sem atenção, amarre bem a corda, deixe o rosto afundar
É frio, dentro do mundo, dentro da mente, dentro do quarto
Quantos dias eu vivi? Quantos dias eu sobrevivi?
O peso da inutilidade, não tenha piedade de mim
E eu sei que você sabe, que ela sabe, que todos sabem
Fiquei em silêncio, intocado, guardado, o mar dentro de uma concha, serve bem
Já fiz o meu papel, devo sair da peça, não tenho palco algum
Eu escrevi para mim mesmo, eu não gosto de perder as coisas
Orientados a ter um propósito, ainda não descobri o meu
Carregue a espada no bolso, não quero sujar as mãos de novo
Parece que sempre estou carregando almas sem vida, sendo a última pessoa que elas olham
Não me deixe me puxar para trás, acredite no meu último suspiro
Será o último recado, a última vez que já foi, o último minuto de arrependimento, a última chance que eu tenho
Eu tive medo, mas não disse, pagando o preço por cada um deles...

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