Eu tinha um amigo
que não via há tempos,
um querido.
Um certo dia,
por acaso,
o encontrei.
Como um encontro
também pode ser desencontro?
Era como se ele fosse
um estranho para mim.
Já não era
a mesma pessoa suave
que costumava ser.
O que aconteceu, não sei.
Não restou vestígio,
apenas um olhar vazio.
Tropeçamos um no outro.
Não nos reconhecemos.
Adeus, velho amigo.
-
Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 26 de maio de 2026 12:59
- Comentário do autor sobre o poema: Um poema sobre o estranhamento de reencontrar alguém que um dia foi importante, mas que o tempo transformou em quase um desconhecido.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4
- Em coleções: Silêncios.

Offline)
Comentários2
Lindo!
Muito bom, universal...
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.