eis que eu sou...

Mono, o admirador da Six.

-no prefacio do que vem antes de mim

-quando habido o véu da plenitude de cetim

 

-quando não há pensamento, movimento ou sofrimento

-também não há lá concepção ou entendimento

 

-vivo fora da vida junto ao vasio

-onde a lucidez é perca de tempo, algo fútil

 

-aparecemos e adentramos o caos da ilustre "existência"

-a qual de forma brutal, arranca minha inocência

 

-percebemos que mesmo o menor dos movimentos

é suficiente para quebrar o maior dos silêncios-

 

-a alegria e euforia da constância da infância

-fortes sentimentos, mesmo que sem relevância

 

-pouco a frente temos medo, também como vergonha

-coramos escondendo o rosto, enquanto falamos com voz fanha

 

-para a medíocre vida como burros trabalhamos

-para sustentar a tantos quanto amamos

 

-ao final vemos o silencio chegar

-sentir a dormência, a vida esvair e enfim silenciar...

 

-a morte é da vida uma incógnita

-em um enterro sou o único que não chora

 

-me pergunto como ser será o glorioso findar

-vou dormir perpetuamente ou porventura hei de acordar?

 

-o que vem antes do inicio é tão natural

-contudo após o fim, o silencio é brutal

 

-por quanto não sou eu(o lápis) o senciente em uso?

-em verdade é que de toda a minha vida este é o vasio mais escuro...

  • Autor: mediocredade... (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 23 de maio de 2026 13:13
  • Comentário do autor sobre o poema: nada de especial, apenas um desabafo/reflexão de um jovem de 15 anos durante a aula... assinado: Kelvyn. M. L.
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 3
  • Usuários favoritos deste poema: Mono, o admirador da Six.


Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.