Rendas vermelhas em pele macia e quente,
a respiração ofegante que me atinge
também me sente.
O calor que consome meu peito
é o mesmo que me afunda
no escuro e com medo.
O vermelho se mistura no suor,
o prazer e o temor, incandescente vigor.
Beijar o doce pecado ardente,
o gosto molhado e fervente.
Ansiando pelos olhos conectados,
pelo toque da pele, incalejados,
pela lava no corpo, escorrendo,
pela ambição do gozo, tremendo.
Sucumbir ao teu corpo insano,
ímpio e profano,
engolir e me molhar,
com o álcool me embebedar,
em fogo me queimar.
Afundar no desejo constante,
arder em todo instante,
no arrepio frisson.
Em vertigem aos olhos que se encontraram
na noite marejada,
mais um de todos os amores,
como vento e brisa gelada
que ontem se fez passar.
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Autor:
Catarina (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de maio de 2026 12:48
- Comentário do autor sobre o poema: Entrega.
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 4
- Usuários favoritos deste poema: Mono, o admirador da Six.
- Em coleções: Interno..

Offline)
Comentários1
gosto da tua agressividade calma nos teus poemas. continue, estou gostando.
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