Queria ter contigo uma última conversa,
Daquelas longas, sem pressa, dispersa.
Recordar cada momento, os risos escondidos,
Nossos segredos, tão puros, tão sentidos.
Falarmos dos sonhos que traçamos no papel,
Do medo, da coragem, do mundo, do nosso céu.
Das tardes vazias que enchíamos de esperança,
Quando nosso tempo ainda era uma criança.
Hoje, o relógio implacável nos separou,
As rotinas pesadas, o tempo que nos moldou.
Mas dentro do peito, a lembrança insiste,
E aquela amizade, te juro, ainda existe.
Sinto falta do olhar cúmplice, do abraço apertado,
Da certeza tola de que tudo seria encantado.
Mas crescemos e a vida seguiu sua estrada,
Levando você, minha amiga, tão amada.
Se ao menos pudéssemos sentar-nos mais uma vez,
Falar bobagens, rir como se fosse a última vez.
Eu diria, com o coração inteiro, sem vaidade:
Obrigado pelos sonhos, pela ternura, pela saudade.
Que fique então essa poesia como abraço final,
Na alma, esse laço é sempre imortal.
Pois mesmo que o tempo nos tenha levado além,
Na memória da juventude, seremos eternos também.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 23 de maio de 2026 07:03
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 2

Offline)
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