Esperando,
Sentado em uma escada.
As pessoas falam,
O que elas mais tem são palavras.
Era domingo,
Estava chovendo o mundo.
Uma mosca parou na minha mão.
Estava morrendo,
Tonta, confusa, sem qualquer rumo.
Achei bonito.
Tão nojenta, tão pequena,
Carregando tantas recusas.
Se deixando na minha mão,
Por uma vez, não queria ser enxotada.
Velei sua morte,
Talvez, na última chance, ela foi contemplada.
E Não se mexeu...
E só se entregou...
Ninguém viu, ninguém sabe,
Naquele dia, naquele lugar,
A mosca parou na minha mão.
Chorou um choro das moscas,
Num degrau, numa escada, olhada.
Talvez sorriu, talvez nada, mas morreu.
Depois, alguém disse meu nome,
E esqueci dela naquela sala.
Será varrida e esquecida.
Como todas as coisas,
Como todos nós,
Terminará,
Apodrecida.
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Autor:
Diógenes Silva (
Offline) - Publicado: 22 de maio de 2026 20:48
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 4

Offline)
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