Respira.
A inconstância presente.
O próximo passo
é o precipício —
dissolver o abismo.
Mais medo, esperança.
Mergulha.
Engole.
Acorda.
Trabalha.
Não dorme.
Vigia.
Sustenta.
Todo o universo
na beira do ínfimo.
Um
Só
Indiviso
senhor da realidade.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 22 de maio de 2026 10:46
- Comentário do autor sobre o poema: Sufocamento lúcido, entre a vertigem de existir e o automatismo do trabalho funcional, social. No fim, a solidão não é um lamento, mas a aceitação de que estou sozinho no comando e minha própria realidade, a vida construída. Essa solidão maçante que martela e se expõe é dita por curiosidade do subconsciente, por que ela grita porém não alcança a minha frequência, é como não ouvir a mim mesmo quando obtenho a consciência do real.
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 2

Offline)
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