Thais Almeida — 19/06/2024, 23:24h
Deito-me de bruços na areia da praia; é fim de tarde e estou sozinha aqui.
As ondas, não tão distantes, parecem querer me alcançar.
Apoio minha cabeça nos meus braços e fito o horizonte.
Não existe mais nada aqui dentro.
Eu fugiria da minha própria companhia toda vez que me sentisse minimamente ameaçada?
O que mais me motivaria a tirar folga do trabalho em plena quarta-feira para ir à praia contemplar o horizonte, senão a fatídica solidão que resta aos corações curados da rejeição?
Estou sentindo paz ou tédio? Se for tédio, ainda é melhor do que o oposto da paz.
Eu deveria estar querendo sentir meu coração pulsando novamente?
Serei madura o suficiente para dar conta de mais uma tentativa, sem que isso me leve a terapias e remédios controlados?
Gastamos toda nossa vida procurando um par. Esse caminho valeria mais do que viver a monotonia? Será monotonia a paz entre um evento e outro?
Se o coração precisa de fortes emoções para pulsar com mais vivacidade, decidi que o meu pouparia energia.
Me levantei sentindo a brisa forte do entardecer e, assim como cheguei, me vou — sem respostas e nenhuma conclusão definitiva.
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Autor:
Thais Almeida (
Offline) - Publicado: 21 de maio de 2026 23:59
- Categoria: Não classificado
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