De tanta desventura
Perdi a vontade
E o controle
Então caí
No obscuro
No escuro
E vi o mundo
Sem véus
E o mundo é um mundaréu
De coisas
Que eu nem sei
Dizer
Cheguei no fundo
De alguma coisa
Quando bati
E voltei
Voltei
E subi
E respirei
Ascendi
Acendi
RENASCI
e agora já estou pronto
Para morrer....
Para quem sabe da superfície
Da morte
Eu veja de verdade
A vida que valha a pena
A vida sem medo
Da morte
A vida sem a agonia
Da vida
A vida sem o orgulho
Da vida
A vida sem a necessidade da vida
A vida sem a urgência da vida
A vida em plenitude
Que nao precisa ser explicada todos os dias
A vida que nao precisa ser melhor ou pior que outra vida
A vida que viva meu corpo
Que viva minha vida em mim
Apesar de mim...
Antonio olivio
-
Autor:
Antonio Olivio (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 20 de maio de 2026 23:00
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 29
- Usuários favoritos deste poema: Maria dorta, Sinvaldo de Souza Gino

Offline)
Comentários2
Um poema que bate de frente com a finitude.
Abraços ao poeta!
Teu poema é uma luz que brilha e aquece mais que o sol. Deixou' me plena! Aplausos de pé!
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