O silêncio pousa como um pássaro cansado.
Ele conhece o peso das palavras.
A sala guarda o calor dos teus passos,
a noite gira com os teus movimentos.
A lua risca a parede rosa.
Teu rosto deita por entre as horas.
A rua treme sob os sons das festas,
mas aqui dentro o tempo aprende a escutar.
Entre o teu gesto e o meu
há um espaço que não se mede.
Uma melodia atravessa a casa,
um lençol de calma que nos aquece.
As estrelas tocam a janela.
Uma luz repousa sobre o sofá.
O silêncio desce como o orvalho
acariciando a madrugada.
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Autor:
Mário Francisco Pugens Bressan (
Offline) - Publicado: 21 de junho de 2026 00:06
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 32
- Em coleções: Risco no chão.

Offline)
Comentários2
Consegui um belo ritmo para o poema, parabéns, Mário... Soou para um como um sussurro.
Abraço
Obrigado.
Fico feliz que o poema tenha sussurrado pra ti, Francisco.
Abraço
Também sou de Porto Alegre.
Lindo poema, chegou a me faltar o ar... amei.
Obrigado, Ayalah.
E bom saber que somos da mesma cidade.
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