O Silêncio

Mário Francisco Pugens Bressan

O silêncio pousa como um pássaro cansado.
Ele conhece o peso das palavras.
A sala guarda o calor dos teus passos,
a noite gira com os teus movimentos.

A lua risca a parede rosa.
Teu rosto deita por entre as horas.
A rua treme sob os sons das festas,
mas aqui dentro o tempo aprende a escutar.

Entre o teu gesto e o meu
há um espaço que não se mede.
Uma melodia atravessa a casa,
um lençol de calma que nos aquece.

As estrelas tocam a janela.
Uma luz repousa sobre o sofá.
O silêncio desce como o orvalho 
acariciando a madrugada.

Comentários +

Comentários2

  • Francisco Queiroz

    Consegui um belo ritmo para o poema, parabéns, Mário... Soou para um como um sussurro.

    Abraço

  • Ayalah Verônica Berg

    Também sou de Porto Alegre.
    Lindo poema, chegou a me faltar o ar... amei.



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