teu silêncio me lembra de casa
tua voz soa abandono
teus dias repetidamente iguais sem mim
os meus, um vazio sem fim
como pode se mostrar assim, sem pudor
como se não gerasse dor teu desamor
as minhas horas passam devagar sem você
sem te ver
sem teu cabelo emaranhado em minhas mãos
sem tua pele cor de noite
sem tua boca --
queria tocar seu corpo pela última vez
fazer florescer o que murchou faz tempo
desfazer esses dias lentos
porque nossas almas juntas entram em êxtase
nossos corpos quase pegam fogo
eu sigo te amando de longe
a inconstância das suas palavras
fizeram o meu eu desaparecer vagarosamente em seu mundo
mas ainda vejo tudo
com teu lado da vida no mudo
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Autor:
Ingrid Anjos (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 19 de maio de 2026 09:52
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 8

Offline)
Comentários1
Belo poema. A sofrência pode passar com o tempo se nós não a alimentarmos.
Obrigada! A melancolia sempre fez parte da forma como escrevo e enxergo o mundo. Não necessariamente porque eu queira alimentar a dor, mas porque é nela que minhas palavras costumam encontrar voz.
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