Ora, disse-me: “não disse isso, amigo”,
Então, penso em mente: “indecência!”
Pois lembrava-me qual reminiscência,
E digo: “sim, disseste, contradigo”
Brigamos mais que usualmente consigo,
Todavia: engano ou inocência?
Desde então, penso nessa incoerência
“Não como tu, eu penso no que digo!”
Fora uma confusão minha de fato,
Por minha parte, foi paramnésia,
Ou, em flagrante, um bom farsante nato?
Fora, em minha frente, uma parrésia,
Eu estou mesmo muito insensato,
Ou isto é um momento de amnésia?
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Autor:
João Moreira de Mendes (
Offline) - Publicado: 16 de maio de 2026 18:33
- Comentário do autor sobre o poema: Soneto petrarquiano. Métrica: decassílabo heroico Esquema: ABBA ABBA CDC DCD
- Categoria: SociopolÃtico
- Visualizações: 7

Offline)
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