Sob a penumbra cúmplice daquela despedida,
tua nudez ergueu-se como um altar de marfim;
uma visão melancólica, terna e proibida,
o prelúdio carnal de um anunciado fim.
Meus olhos traçaram as linhas do teu contorno,
na quietude rendida daquele quarto morno.
Teus seios, esculturas de um desejo latente,
erguiam-se firmes sob o meu olhar devoto,
picos de um relevo Alvo, macio e ardente,
onde o tempo parou, num compasso remoto.
Tua pele branca, qual seda fina e pura,
implorava o toque que incendeia e cura.
A atmosfera vibrava em sussurros de espanto,
enquanto a luxúria, em trajes de poesia,
envolvia teus quadris num sagrado manto,
despertando em mim a mais voraz agonia.
Ver-te assim, despida de medos e véus,
foi tocar o inferno e vislumbrar os céus.
Cresceu em mim o ímpeto, a urgência sagrada,
de ver meu mastro, ereto e sedento de ti,
ser engolido por tua vulva molhada,
no mais úmido abraço que em vida senti.
Um encaixe profundo, perfeito e visceral,
que transborda o corpo e se faz imortal.
Nesse abismo de carne e líquida entrega,
onde o prazer se molda em sussurro e clamor,
minha alma se rende, vulnerável e cega,
desarmada diante do teu íntimo esplendor.
Fui teu prisioneiro, teu servo, teu rei,
Na última e mais linda noite em que te amei.
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Autor:
Versos Discretos (
Offline) - Publicado: 15 de maio de 2026 16:26
- Categoria: Erótico
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Vilma Oliveira

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