Sem que você perceba, eu me despeço
Do teu toque, que sempre soube o caminho
Do abraço que conhecia meus vazios
E das palavras onde eu fazia morada
Sem que sequer desconfie
Vou me afastando dos pequenos detalhes
Da saudade de imaginar um nós outra vez
Do conforto de existir nos teus braços
Não quero que saiba da despedida
Quero apenas que meu coração descanse
Sem precisar encarar, todos os dias,
A guerra silenciosa dentro de mim
Eu me despeço de tudo, de você, de nós
Porque essa dor nunca vai embora
E às vezes parece tão fácil desaparecer
Como se morrer fosse mais simples que ficar
Mas o amor também precisa partir
Quando é ele quem nos destrói aos poucos
Então, hesitando, eu vou embora
Adeus.
— Naiumi
São Paulo, maio de 15 de 2026.
© Todos os direitos reservados.
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Autor:
Naiumi (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 15 de maio de 2026 10:49
- Comentário do autor sobre o poema: Há despedidas que não acontecem por ausência de amor, mas pelo peso de continuar existindo dentro da dor. Este poema atravessa o conflito silencioso entre permanecer por sentimento e partir para sobreviver. E mesmo querendo ficar, ir embora se torna a única forma de não desaparecer junto com a tristeza.
- Categoria: Triste
- Visualizações: 3
- Em coleções: Fragmentos de Existir.

Offline)
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