(Lucien Vieira)
O fim e o começo
desfilam de braços.
À mente,
um só — diferentes.
Um dia —
“Eis-me aqui”,
diz um ao outro.
Simultâneo,
o outro responde:
“Eis-me aqui”.
Olhos nus
falseiam-nos.
Mas lá estão,
encangados,
feito bois de engenho.
Há algum tempo
me dei a esse conflito:
o meu fim —
em si, só —
já terminou...
Enquanto isso,
o teu começo
ainda é fim —
nem começou?
O vazio
expõe de perto
o pensamento curto.
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Autor:
Lucien Vieira (
Offline) - Publicado: 15 de maio de 2026 06:36
- Comentário do autor sobre o poema: ... é um poema de reflexão existencial e temporal que transforma categorias tradicionalmente opostas — começo e fim — em instâncias complementares de uma mesma realidade. O texto não trabalha o tempo de forma linear; trabalha-o como simultaneidade, coexistência e espelhamento.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 0

Offline)
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