Dizem que não pode.
A gente não liga.
Nunca fomos boas em seguir regra.
Nosso amor chegou de noite,
sem avisar, sem pedir.
Quando você fala baixo comigo,
é como quebrar uma regra.
E eu quero quebrar junto.
Dói, sim.
Dói o jeito que os outros olham.
Dói ter que dizer tchau todo dia
quando o sol nasce.
Dói esconder a gente
e fingir que é só “depois”,
enquanto o agora fica batendo na porta.
De dia, a gente é amiga.
De noite, a gente é fogo.
Eu canso de fingir
que seu nome não me queima por dentro.
Mas mesmo assim a gente fica de pé.
Mesmo com tudo contra,
sua mão ainda acha a minha
como quem chega em casa depois da chuva.
Eu ainda acredito no nosso talvez.
Acredito que o mundo uma hora muda,
vira ponte no lugar do muro.
Acredito que “não pode”
é só um “espera” mal dito.
Então vem.
Vamos roubar um pouco do amanhã pra nós.
Se for errado, que seja o erro mais bonito.
Se for pra cair, que seja uma na direção da outra.
A gente é o tipo de mudança
que começa com um “fica” baixinho.
E termina com todo mundo vendo:
a gente ficou
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Autor:
Paula Fernanda (
Offline) - Publicado: 14 de maio de 2026 22:49
- Categoria: Amor
- Visualizações: 2
- Em coleções: Meu nós.

Offline)
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