Minhas palavras são tão estranhas,
Às vezes sinto que não pertenço a este mundo, entre sombras tamanhas.
Já fui tão animada, tão cheia de luz e cor,
Hoje só queria fugir deste lugar e desta dor.
É tão estranho fingir que tudo está bem,
Enquanto a mente e o coração travam guerras também.
É tão estranho tentar acolher,
Num mundo em que ninguém sabe te entender.
Fico pensando em silêncio, sem abrigo e sem calor:
Será que realmente tenho algum amigo?
Alguma amiga?
Ou só caminhos vazios ao redor de mim ficam contigo?
Como sinto sua falta, minha mãe querida,
Desde os nove anos sem ter você na minha vida.
Sem poder ao menos me despedir,
Sem ouvir sua voz ou voltar a sorrir.
Cuida de mim onde estiver,
Me ajuda a suportar tudo o que vier.
Queria tanto que tudo fosse normal,
Na verdade, queria apenas me sentir igual.
Eu sei que tenho que ser grata, eu sei que preciso ser forte,
Mas muitas vezes me sinto perdida, sem rumo e sem norte.
Com um vazio imenso dentro do coração,
Sem um colo, sem abraço, sem direção.
E tenho que seguir mesmo assim,
Mesmo sentindo o peso crescer dentro de mim.
Quem sabe algum dia tudo isso passa,
E a tristeza finalmente desfaça.
Enquanto esse dia não vem chegando,
Prefiro me retirar, ir me calando.
Pois sinto, no silêncio mais profundo,
Que sou um peso na vida de todo mundo.

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