Te amar sempre pareceu errado;
Como entrar no mar durante a tempestade;
Mesmo vendo o céu desmoronando;
Eu ainda chamava aquilo de felicidade.
Havia fogo escondido em teus olhos;
Daqueles que fascinam pela destruição;
E eu, como alguém sem juízo algum;
Aproximei o peito da combustão.
Cada palavra tua era gasolina;
Cada sorriso aumentava o calor;
E mesmo sentindo a fumaça nos pulmões;
Continuei alimentando aquele amor.
Você nunca percebeu o estrago;
Nunca viu as cinzas pelo chão;
Porque eu aprendia a morrer em silêncio;
Toda vez que segurava tua mão.
Era insano continuar ali;
Assistindo meu próprio coração incendiar;
Mas pior do que me queimar por você;
Sempre foi imaginar te abandonar.
Então permaneci entre as labaredas;
Como quem se acostuma com a dor;
Transformando feridas em rotina;
E obsessão em algo parecido com amor.
Mas toda chama cobra um preço;
E o meu começou a aparecer;
Agora existem partes minhas;
Que já não conseguem mais sobreviver.
Meu reflexo parece fumaça;
Minha mente perdeu a direção;
Porque amar alguém que nunca te amará;
Também é um tipo de autodestruição.
Talvez eu finalmente esteja acordando;
Depois de tanto tempo em combustão;
Percebendo que certas pessoas;
Não foram feitas pra caber no coração.
Então hoje caminho pra longe do incêndio;
Mesmo ainda querendo ficar;
Porque se eu continuar te amando assim;
Não sobrará nada em mim pra salvar.
-
Autor:
CoucherduSoleil (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 14 de maio de 2026 13:58
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 2

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.