Há um tecto muito antigo
naquela casa onde vivi
testemunha do perigo
da infância que sofri!
Um tecto com goteiras
como os olhos que sofreram
sem limite nem fronteiras
para as dores que me deram!
Naquele tecto outrora feito
por mãos que a morte acarinhou
estava posta ao seu jeito
uma Madre que o tempo consagrou!
Uma Madre escusa e fria que no leito
em solidão tantas vezes me tapou!.
(À Madre do tecto da casa da Quinta do Malhão em Évora onde passei parte da minha infância. Casa hoje inexistente. Fica a memória e a saudade...)
-
Autor:
Ricardo Maria Louro / Káká Louro (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 13 de maio de 2026 15:49
- Categoria: Surrealista
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: Ricardo Maria Louro

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.