Aviso de ausência de Vilma Oliveira
YES
YES
Quisera atropelar meus sonhos loucos...
Consagrar-me deusa de todos os mortais!
Não te amar tanto! Ninguém! Nunca mais!
Eternizar desejos se não fossem poucos...
Ah! Se eu pudesse me olhar no espelho
Poder sorrir sem nenhuma amargura...
Caminhar sozinha em noites escuras...
Vulcão em larvas meus lábios vermelhos!
Murmurar sussurros ébrios de amor,
Em canções suaves amenizar a dor,
Que seja outro Alguém em tudo diferente;
Nesse momento então hei de te esquecer!
Se já não és pra mim sequer alvorecer,
Esse crepúsculo triste, luar plangente!
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Autor:
Vilma Oliveira (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de maio de 2026 21:37
- Comentário do autor sobre o poema: Breve análise sobre este soneto: É um mergulho intenso no conflito entre o desejo de poder e a vulnerabilidade do amor. Há um forte contraste entre a vontade de ser uma deusa autossuficiente — imune à dor e ao apego — e a realidade de um coração ferido pela amargura. As imagens do vulcão em larvas e do crepúsculo triste traduzem perfeitamente essa transição: o fogo da paixão que ainda queima, mas que caminha para a tentativa inevitável (e melancólica) do esquecimento. É uma peça carregada de dramatismo romântico, onde a busca pela liberdade emocional parece ser a única saída para a dor de um amor que não mais ilumina.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Apegaua
- Em coleções: Sonetos.

Offline)
Comentários1
Parabéns! Realmente um belo poema!
Abraços
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