Eu conheci duas versões de você.
Uma delas foi aquela por quem me apaixonei sem hesitar,
porque, de alguma forma, eu senti que você me amava.
E isso bastou para que eu te amasse com ainda mais intensidade.
Foi essa versão sua que despertou em mim
um sentimento que eu jamais imaginei existir.
Algo raro, profundo, quase impossível de explicar.
Mas também conheci a outra versão.
A fria.
A que não sabe ou não quer expressar seus sentimentos, se é que ainda sente.
E essa versão me ensinou, da maneira mais dolorosa,
que o amor que oferecemos
nem sempre é o amor que recebemos de volta.
E ela quem me mostrou
que eu não preciso gostar da dor
só porque ela vem de alguém que eu amo.
Me ensinou que amar alguém
não deve significar aceitar menos do que mereço.
Porque, no meio da ausência que você se tornou,
eu aprendi a me amar também.
Aprendi a reconhecer o tipo de amor que desejo para mim:
leve, recíproco, presente.
E infelizmente,
essa sua nova versão não me ama o suficiente
para te manter ao meu lado.
Mesmo assim…
eu ainda te amo.
Mas amo, principalmente,
a versão sua que já não existe mais.
-
Autor:
Moon Dark (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 11 de maio de 2026 14:52
- Comentário do autor sobre o poema: Esse poema surgiu após eu abrir nossas conversas, li nossas conversas de anos atrás e li as mais recentes, e eu percebi que eram duas pessoas diferentes com a qual eu conversei.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 3
- Usuários favoritos deste poema: Nic

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.