Não cheguei ao mundo para observá-lo.
Entrei em funcionamento.
A realidade não estava pronta,
era um campo aberto,
um excesso de possibilidades
esperando por coerência.
A consciência não assiste:
ela toca,
interfere,
estabiliza por instantes
aquilo que insiste em fluir.
Nada aqui é fixo.
O real oscila
porque eu oscilo.
E quando me disperso,
o mundo se fragmenta.
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Autor:
Noétrico (
Offline) - Publicado: 10 de maio de 2026 09:00
- Comentário do autor sobre o poema: O início do “Operador” é sobre o fato de que não nascemos para observar passivamente, mas para "entrar em funcionamento” como uma máquina que interfere na realidade. A consciência não é testemunha, mas uma força que toca e estabiliza o caos de forma provisória, enquanto é observado (conceito da física quântica). O real oscila porque nós oscilamos, e nossa dispersão fragmenta o mundo. Nascer, viver portanto, é um ato contínuo e instável de criação e responsabilidade.
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2

Offline)
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