A cidade está apagada, mas
As luzes da minha casa
Andam bem acesas
Num barulho sem fim
No meio dum blackout total.
"Poluição sonora"
Denuncio minha própria cabeça
Pro policial, que não ouve nada
Acha que é mentira,
Só que é tudo bem real.
A luz acende e desliga,
Como um pisca-pisca
E um tambor batuca
Na minha mente
E um piano chorando
Toca um violino e uma bateria...
E de repente fico surdo.
Não vejo mais nada além
Do meu rosto apavorado em meio
A uma multidão sorridente.
Nada além do meu quarto brilhando como o sol
E minha cabeça doendo como nunca
Numa madrugada como sempre.

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.