Ato de escrever é assim:
A cena bate à porta.
Você diz: — Quem está aí?
Ninguém responde.
Você abre e olha.
Nada. Fecha a porta.
Escuta algo raspando:
É um bilhete na soleira.
O assombro: é a sua letra.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Online) - Publicado: 8 de maio de 2026 12:12
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 5
- Usuários favoritos deste poema: Sinvaldo de Souza Gino
- Em coleções: Silêncios.

Online)
Comentários1
Que incógnita! Desse jeito, o ato de produzir nos condiciona uma vez objetivando o ato, este que outrora foi exteriorizado e por fim volta para o leitor de forma que interiorizam os elementos dogmáticos como regras para ser seguidas, o perigo se estabelece quando esse ato de produzir objetivado há uma amplitude daquilo anteriormente era exteriorizado, essa lupa de ampliação do escrito é o fundamento da alienação. A poesia deve ser deslienante, o seu poder coercitivo permeia entre a linguagem conotativa e denotativa para transmitir na mão do poeta e poetisa as verdades da estética! Parabéns!!! Aa cenas sempre virão na mente no poeta!!! Parabéns!
Escrevo para tirar os bilhetes da soleira; se não, a porta não abre e eu não consigo sair de casa. Fico feliz que esse meu "limpar de caminho" tenha feito sentido, pois é uma escrita simples, em fluxo, à mão livre. Gratidão pela leitura, ela ampliou muito meu olhar...
Um abraço fraterno, grande Poeta!
Li todos os seus poemas e as vezes tenho excelentes inspirações por meio deles!
Sigo grato. Você também tem sido fonte de inspiração e amizade.
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