“Interrogação”
Como diz o sábio Caetano Veloso: “As vezes, no silêncio da noite, eu fico imaginando nós dois”. E sim, eu fico sonhando acordada, juntando o antes, o agora e o depois. Pensando no meu mundo preto e branco antes de ti, no meu mundo colorido de hoje e na interrogação de amanhã. É curioso, sabe? Como estaremos daqui há alguns anos? Há alguns meses? Ou melhor, semanas. Que tal dias? Como estaremos daqui a algumas horas? Isso é algo que eu gostaria de saber, algo que eu gostaria de controlar. Mas parece que, quanto mais curiosa eu fico, parece que, a qualquer momento, esse sentimento irá me sufocar. E, nos meus momentos de melancolia, eu começo a pensar: você seria capaz de se refazer, de mudar por mim? Ou eu terei que dar um fim nessas borboletas bobas e irritantes que voam sem destino, sem fim, por você, por nós, aqui dentro de mim?...

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