POEMA DO DIA DAS MÃES: dona do meu mundo

Felipe Ferreira da Silva



Dona do Meu Mundo
Lembro do tempo em que o mundo cabia
No abraço apertado que tudo curava,
Do medo do escuro que logo sumia
Quando a sua voz pela casa ecoava.  
E tinha o feitiço de achar o perdido,
Pois onde eu buscava e nada encontrava
Bastava o seu toque, o olhar decidido
E num estalo de dedos, ali estava.
Tinha o clássico "na volta a gente compra"
No mercado eu pedia e você nem ligava,
Mas a volta era outra e a gente nem lembra
Pois você passava reto e nem parava.
E também a bronca e o sermão,
"Você não é todo mundo" você repetia,
Dava um gelo no peito e uma lição,
Mas eu sei que era amor que ali se escondia.
Nossa, e o olhar que lia o pensamento
Não adiantava querer esconder,
Você descobria em um só momento
Pois mãe tem o dom de tudo saber.
Pois ser mãe é ser tudo em um só coração,
É ter voz de rainha e mão de fada,
É guiar nossa vida com proteção
Nessa estrada infinita e tão abençoada.
Obrigado por tudo, pelo zelo e cuidado,
Pelo amor que ensina e que me conduz,
Sou grato por ter você sempre ao meu lado,
Minha mãe querida, meu porto e minha luz
Comentários +

Comentários1

  • Vilma Oliveira

    Olá poeta, boa noite! Você transforma gestos simples — como achar objetos perdidos ou ler pensamentos — em atos de magia e feitiço, elevando a mãe ao status de heroína do mundo infantil. O uso de frases icônicas como na volta a gente compra e você não é todo mundo, cria uma conexão instantânea com o leitor, trazendo humor e realismo à homenagem. O texto equilibra bem a mão de fada (carinho) com o olhar decidido (disciplina), mostrando que você compreende, hoje, que as broncas eram facetas do amor. O encerramento define a mãe não apenas como uma lembrança de infância, mas como um porto e luz que continua a guiar a vida adulta. Parabéns por seu belo poema! Abraço poético.



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