"A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou, assim também eu vos envio a vós"
Onde conseguiu a paz? Onde estará a nossa paz?
Estou tão cansado de me afogar no mundo, de sujar mais a minha casa
Ando me deitando em lugares estranhos, não consigo reconhecer onde fui parar
Com um buraco dentro do peito, do tamanho do céu
E mesmo que seja despejado o mundo inteiro, ainda não seria suficiente
Provei o sabor doce da inutilidade, até começar o amargor da instabilidade
Está na hora de parar de ser outro eu, preciso responder o meu alter ego
Tantas incertezas, qual é a parte mais importante da vida?
Onde você não reclamaria de nada nem ninguém
Não conseguiu dormir, nessa sua insônia sem fim
Em um único assopro, a realidade poderia apagar sua vela
Não quero que meu coração seja de pedra
Sem perder a essência, a humildade, nem a familiaridade
Começou muito cedo, minha palavra contra a minha outra palavra
Estou cansado desses jogos, mais uma maneira de me sentir miserável
O adeus perene, limpe a minha alma e a salve das escolhas ruins
Não posso culpar o alter ego, porque afinal sou eu
No fim, todos querem a paz, mas isso não depende do mundo, mas sim de cada um...
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Autor:
Marsh (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 5 de maio de 2026 14:56
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 2
- Usuários favoritos deste poema: LF Text
- Em coleções: Melancólico.

Offline)
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