Nesse dia renascido e fiel,
o horizonte embala o Sol,
em uma das infinitas vezes
A árvore, quase sem folhas,
emoldura a estrela
em meio à diligente
cidade grande.
Outono: sopro contínuo.
De cócoras, xícara na mão,
entre um gole e outro,
espreita a vida mecânica.
Mas, antes de seguir a lida,
olha o brilho entre os galhos;
admira, sem pagar ingresso,
espetáculo que só ele percebeu.
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Autor:
Francisco Queiroz (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 4 de maio de 2026 21:31
- Comentário do autor sobre o poema: Um instante basta para que o olhar atento resgate o sagrado do cotidiano, transformando um simples amanhecer mecânico em um espetáculo íntimo, gratuito. Um gesto de resistência.
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 1
- Em coleções: Naruteza.

Offline)
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