OS ANTÍDOTOS DA VIDA

Fábio Alves Leão

Na trama da existência, onde o veneno insinua,
Surgem antídotos sutis, de força que perpetua,
Como estrelas cintilando na noite fria e escura,
Sussurrando à alma aflita, ainda existe cura.

 

O primeiro antídoto é o riso, leve e radiante,
Cura dores invisíveis, num gesto cintilante,
Desata os nós da tristeza, em suave libertação,
E nos lembra que a alegria também é superação.

 

O segundo antídoto é o amor, vasto e profundo,
Que se espalha como luz, abraçando todo o mundo,
No calor de um abraço, no brilho de um olhar,
Há refúgio mesmo quando tudo insiste em desabar.

 

O terceiro antídoto é a doce gratidão,
Que transforma o amargo em suave redenção,
Nas pequenas maravilhas que a vida vem trazer,
Floresce a plenitude em quem sabe agradecer.

 

Por fim, vem a esperança, firme e resiliente,
Luz que rasga o horizonte, mesmo tímida, presente,
Sustentando nossos passos nas marés da aflição,
Falando ao coração que há recomeço na imensidão.

 

Assim, com riso, amor, esperança e gratidão,
Navegamos firmes, mesmo em meio à escuridão,
Pois na dança desses dons, que a vida nos oferece,
Até a dor mais profunda, em beleza, se tece.

 

  • Autor: Brendon Leão (Pseudónimo (Offline Offline)
  • Publicado: 4 de maio de 2026 06:31
  • Categoria: Reflexão
  • Visualizações: 2


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