Na brisa suave que toca minha mão,
Reside o eco de uma oração.
São vozes antigas, um doce refrão,
De quem partiu, mas não do coração.
Nos cantos da casa, ainda estão lá,
Nas fotos que o tempo não vai apagar.
Um cheiro, um riso, um breve lugar,
Onde o amor sempre insiste em ficar.
Nas noites caladas, ouço a canção,
De mãos calejadas que moldaram o chão.
Heranças de lutas, suor e paixão,
Que hoje me guia na imensidão.
Seus olhos agora brilham no céu,
Em cada aurora, em cada véu.
Estão na chuva que toca o meu chapéu,
E no calor de um abraço fiel.
Saudade é chama que não apaga,
É bússola viva que sempre afaga.
Mesmo distantes, sua essência me embriaga,
E sua presença no tempo se alarga.
Sigam, ancestrais, no eterno lugar,
E saibam que aqui continuamos a amar.
Pois na memória, irão sempre morar,
Como raízes profundas que não vão se soltar.
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Autor:
Brendon Leão (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 3 de maio de 2026 08:00
- Categoria: Gótico
- Visualizações: 4

Offline)
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