me desfaço em ruídas pétalas no chão
onde passam e pisam em meu coração.
por onde anda esse amor vazio,
que bebo e procuro em cada taça desse bar vadio?
as pétalas eram quentes e vibrantes
agora, facilmente estão fora do meu alcance
misturo bebidas fortes e pensamentos
todos desordenados e sem noção de tempo
bêbada e alucinando
talvez fosse melhor estar viajando
lugar qualquer que não exista
o pensamento em você
ou lugar qualquer que eu não sinta
o peso de te querer
me atravesso em álcool
penso noutro bar lotado
talvez mais rodeada
por mais gente desejada
onde eu me perdoe e enlouqueça
mesmo com culpa e indefesa
tento sair perambulando
por todos eles vou esbarrando
os sentimentos afóticos e caóticos
sem pressa vão me atravessando
sinto o álcool consumir
aos poucos começo a subir
no completo caos e desordem
sei que estou prestes a sucumbir
em vestígio de pensamento
me percebo em um último lamento
não tenho mais o tempo
fico-me a questionar:
por onde anda esse amor vazio,
que bebi e não encontrei em nenhuma garrafa desse bar sombrio?

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.