Eu me odeio, eu te odeio
Você me ama, amar não é nada
Silêncio reina, vive o receio
Eu sinto sua falta, eu sinto sua falta
2014, 2024
Sempre vai passar, sempre vai voltar
Como se o hoje ficasse mais chato
E presenciar sua abstinência
Eu te odiava, te achava idiota
Demais para você vir me contatar
Percebi o motivo de tudo ocorrido
Nunca foi de sangue mas nas mãos foi ficar
Tantas histórias, cidades, estados
Você me seguiu para me incomodar
Você não via isso, sempre inocente
Sempre bem maior, mas nunca para chorar
Nunca para sentir que você era tão importante pra mim
Nunca demonstrava, parecia ruim
No dia que eu te defendi
Nunca vi um sorriso tão forte assim
Você sabe como é
Só dias depois caiu a ficha, o dia que eu morri em pé
Meus sentimentos se largaram
Brincar não soa mais tão mágico
Meu prato ainda cheio fez eu ver que meus atos sempre foram ingratos
Você era tão radiante, mas tratada igual nada
Sabiam que era mal para você mas ainda sim davam
Olhava em choque você sofrer, vomitando essas mágoas
E o meu desejo de voltar para apreciar mais a sua chegada
Tristeza não aparente, muitos tentam se igualar
Mas todos eles, machos fúteis, amargos no olhar
Nunca vi que você era a única para eu me relatar
Brigava, voltava cansada e você estava lá
Me perdoa por tudo que eu não fiz
Queria ser uma irmã melhor mas o ego me fez rir
Rezo que você esteja bem nos campos lá de cima
E que alguém te trate o tanto que você merecia
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Autor:
Raquel Costa (
Offline) - Publicado: 2 de maio de 2026 11:41
- Comentário do autor sobre o poema: Segunda parte do meu primeiro poema upado aqui, dessa vez um poema escrito no ponto de vista da Bagheera (minha gata, já mencionada na primeira parte), mas com sentimentos de remorsos meus por não aproveitar o suficiente com minha outra cachorrinha que, curiosamente, tinha o mesmo nome da do primeiro poema
- Categoria: Perdão
- Visualizações: 3

Offline)
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