Um pequeno bater de asas azuladas,
o destino se curva por onde ela passa.
Pequenas escolhas, mesmo que sejam insignificantes,
trazem consigo grandes consequências orbitantes.
Se eu pudesse voltar no tempo e consertar tudo que fiz,
em busca de uma realidade paralela em que sou um pouco mais feliz.
Pra mim, não importa se vai ser uma vida linear.
Minha vida já tá um caos — eu só quero repousar.
Se eu pudesse rebobinar até dezesseis anos atrás,
tentar demonstrar que eu queria algo a mais.
Você sabe, nunca me dei bem com palavras.
A última vez que te vi, me embolei... falei nada com nada.
Aos corpos gigantes encalhados na areia, movidos pela maré.
Foi o bastante; meus sentimentos mortos em uma baía qualquer.
O pôr do sol deixa tudo menos melancólico— que nem você,
que iluminou a minha vida em um estado tão mórbido.
Eu nunca pedi pra ser alguém sentimental.
Você me julga, me culpa, nem notou o quanto eu estava mal.
Eu sinto demais, mas não consigo nem me expressar;
por conta disso, você deixou de me amar?
Amar... paradoxos infinitos eu poderia criar,
destruindo espaço-tempo para te reconquistar.
Expressar palavras que omiti,
expressar dores que escondi.
Imagina navegar entre as nossas fotos — isso não seria bonito?
Um poder surreal de focar e relembrar memórias.
Talvez eu queime tudo primeiro...
meio irônico, não?
Quando tudo desabar ao meu redor, fique ao meu lado — não me faça escolher o pior.
Coexistir com a pessoa que me mostrou o que é sentir — ou um mundo patético que quer me destruir.
Entre você e tudo que me faz tão mal, eu não tenho uma escolha racional.
Não se sinta magoada, não se sinta culpada.
A tempestade é o desfecho final da minha maior consequência: escolher a ti, a única razão da minha existência.
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Autor:
snowy trash (
Offline) - Publicado: 2 de maio de 2026 02:29
- Categoria: Triste
- Visualizações: 1

Offline)
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