Os ossos doem, a postura já não é a mesma
Os olhos doem, a luz já não é bem-vinda
Envelhecer e ver as pessoas que amo morrer é um castigo
O mundo desbotou,
a música desafinou.
Dizem que venci, por viver demais
Mas venci exatamente o quê?
A única coisa que ganhei foi a solidão do ser.
Vejo o tempo passar, a saudade e a solidão aumentarem,
A mente não cala: erros me assombram, acertos me consolam.
Arrependimentos me consomem, a tristeza me cega;
Mas a lembrança me conforta, o desejo de encontrar os que amo me sustenta.
Eu acreditava ser grandioso
Acreditava ser invencível
Mas fui vencido por aquele que vence tudo:
O tempo, o poderoso tempo
Que ao mesmo tempo em que é tudo, é também nada.
-
Autor:
Arcanjo (Pseudónimo (
Offline) - Publicado: 1 de maio de 2026 22:37
- Categoria: Reflexão
- Visualizações: 3

Offline)
Para poder comentar e avaliar este poema, deve estar registrado. Registrar aqui ou se você já está registrado, login aqui.