Eu amo demais, você me disse isso como
quem aponta um erro. Mas quem sabe
amar de menos? É errado amar? Quem
calcula afeto ? Você, nós, somos feitos de
amor para amar, neste mundo de amores
rasos e desamores intensos. Depois de
você, Eu ainda sei amar, eu sei você acha
isso ruim, tem medo do amor, tem medo
do sangue que corre em suas veias, medo de depender, de sofrer.
Depois de tanto dizer que eu só sei amar,
você fugiu, temendo sentir demais.
Mas o amor não se mede,
não se controla, não se evita.
Ele é maré, vento, excesso.
Eu ainda sei amar.
E você? Ainda sente,
ou aprendeu a fugir do que te faz vivo?
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Autor:
kerollay.menle (
Offline) - Publicado: 30 de abril de 2026 14:42
- Comentário do autor sobre o poema: Sobre alguém que não soube sentir. Por favor, comentam o que acharam, obrigada !
- Categoria: Não classificado
- Visualizações: 14
- Usuários favoritos deste poema: Rogério

Offline)
Comentários2
Poema lindo!
O poema articula com precisão o paradoxo entre excesso e medo, transformando o amor em força inevitável e quase indomável. A progressão retórica — das perguntas à afirmação — conduz o leitor por um fluxo emocional consistente e envolvente. A imagem final, que contrapõe sentir e fugir, fecha o texto com impacto e ressonância duradoura.
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